#iFoxResponde
Afinal iFox é “a” ou “o” ?
Por: iFox/Micael Machado (micaelaraujomachado@gmail.com)
Mana, que agonia, responde logo?
iFox não é “ela” e nem “ele”, é quem quiser ser. Estamos no século 21, no ano em que mais se falou sobre engajamento, empoderamento e representatividade, ou seja, iFox nasceu não para dar voz a todos, mas sim para debater sobre todos os assuntos e livre de tabus, de igual para igual.
Então iFox é agênero?
Sim, o gênero foi criado para justamente para separar as pessoas do sexo feminino do sexo masculino e iFox teve sua criação para ir contra isso e trazer a desconstrução.
Ao longo de nossas vidas tudo se torna uma ferramenta de separação desde o momento em que estamos na barriga da nossa mãe em que perguntam se é menina ou menino em que meninas devem ter tudo rosa e meninos, azul. A partir desse momento é criado o que é esperado como comportamento adequado feminino para as mulheres ou masculino para os homens além dos próprios conceitos de feminilidade e masculinidade.
É moda?
“Não se nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade” (BEAUVOIR 1949).
Simone Beauvoir em o Segundo Sexo, de 1949 prova que desde o século passado é falado sobre isso e a mesma já dizia que sexo e gênero são coisas totalmente diferentes. O sexo é uma categoria biológica enquanto gênero é uma distinção sociológica.
@, me explica isso, sexo, sexualidade e gênero não são a mesma coisa?
Não! O sexo é em regra, fixo enquanto isso, a sexualidade e o papel de gênero podem mudar no espaço e no tempo e isso é evidenciado principalmente com a tomada de consciência de distinções que são edificadas socialmente. Ou seja, podem e devem em inúmeros casos “desconstruídas” para que nasça a igualdade do ponto de vista social.
O corpo natural pode ser compreendido como objeto que está sobre a ação tanto de processos culturais, políticos e técnicos. Em contrapartida, a sexualidade diz respeito às práticas eróticas e é claro, sexuais entre os indivíduos. Ou seja, em relação a classificações por termos como “heterossexuais”, “homossexuais”, “bissexuais”, dentre outros. Salientando que em relação à sexualidade, não há uma orientação sexual fixa, logo, tanto práticas eróticas como sexuais, podem variar conforme o desejo do indivíduo.
iFox é confusa ou confuso?
Nem confusa, nem confuso, iFox nasceu para ser desconstrução, quebrar as barreiras que dizem que a mulher não pode usar roupas de homem e vice-versa. Desconstruir a visão de que uma mulher deve ser sempre arrumada e dócil e que homens devem ser verdadeiros “ogros”, que jamais devem chorar. É o século da desconstrução de velhos padrões.
Apesar de a moda ser uma ferramenta forte de expressão de gênero. Expressar um gênero de um jeito ou de outro não vai mudar ninguém por exemplo, se uma pessoa que se identifica como homem quiser colocar uma saia, ela será menos homem? De jeito algum. Porque como foi falado anteriormente, roupa não tem gênero, constatando que elas não possuem superpoderes de mudar nem o meu e nem o seu gênero. A partir dessa “pegada” é visto muitas marcas de roupas como a YouCom (clique aqui para ver) e a Också (clique aqui para ver) apostam cada vez mais em uma moda agênero, reconhecendo que vestimentas podem ser usadas por qualquer pessoa.
Saiba mais em: https://goo.gl/uStxVF

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