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As fronteiras entre o feminino e o masculino
A separação entre o feminino e o masculino foi superada?
Por: iFox/Micael Machado (micaelaraujomachado@gmail.com)
A “fluidez de gênero” é o assunto do momento, desafiando principalmente as fronteiras estabelecidas e os estereótipos construídos ao longo dos anos, ligados ao sexo. Cada vez mais presentes no debate público, os teatros, os museus, a televisão, e os desfiles de moda trazem à tona uma série de questões de identidade de gênero, despertando resistências ardorosas e até disputas políticas.

A exposição realizada em setembro deste ano, no museu de arte contemporânea, em Manhattan – New Museum (clique aqui para ver) – com o tema “Gatilho: gênero como ferramenta e arma”, é um exemplo disso, reunindo esculturas, pinturas, fotografias e vídeos com performances de inúmeros artistas, que expressam em suas obras uma rejeição da categorização binária. Essa categorização é referente ao binário, que considera apenas dois elementos que são supostamente complementares, desconsiderando qualquer outra forma de compreensão de gênero.

“Não existem apenas duas formas de entender gênero assim como não há apenas duas formas de compreender nada”, logo, quanto maior o número de possibilidades acatadas como plausíveis, maior seria a habilidade do ser humano de viver com as diferenças.
A mídia cada vez mais está abordando o tema, repleta de personagens transgêneros seja em sérias da plataforma de streaming Netflix com “Orange Is The New New Black” e “Sense8” ou na última novela da Rede Globo, exibida em horário nobre, A Força do Querer com a personagem Ivana, interpretada por Carol Duarte, contando a história da transição de Ivana para Ivan.

Conchita Wurst, travesti austríaca que venceu o concurso Eurovision, é o exemplo de que não existe mais gênero, homem ou mulher e, que agora, pode-se escolher o que cada um quer ser. Assim, a artista é vista como “o fenômeno Conchita Wurst” por ser uma travesti que usa barba, maquiagens e roupas consideradas somente para uso feminino.

Isso tudo denota a presença de indivíduos que apresentam características muito femininas ou muito masculinas, todas misturadas. No entanto, essa fluidez está longe de agradar a todos, evidenciando uma batalha política no território de gênero, com a presença de grupos anti-gênero que se organizam para impedir que a ideia de que o gênero é fluido e é capaz de mudar, não seja espalhado.

Com isso, é evidenciado entre tantos nomes que designam o gênero como “mulher cis”, “mulher transexual”, “homem cis”, “homem transexual” e “travesti” e, entre nomes que designam a sexualidade não somente entre heterossexual em que os indivíduos sentem atração por pessoas do sexo oposto em contrapartida ao homossexual que sente atração por pessoas do mesmo sexo. É visto bissexuais nos quais se sentem atraídos por pessoas de ambos os sexos além de pansexuais que apreciam e são atraídos por todos os gêneros, demisexuais que só fazem sexo quando há sentimentos e por fim, os assexuais que não sentem atração alguma.

iFox realizou uma pesquisa no grupo do Facebook LDRV que conta com cerca de 404 mil usuários acerca do assunto. Os resultados foram coletados até o dia 10 de dezembro às 18:08, originando 833 respostas. Lembrando que para a realização do infográfico, iFox levou em consideração o termo “cis” que em latim significa deste lado e não do outro. Cis corresponde à equação: sexo designado ao nascer + o sentimento interno (subjetivo de sexo) + o gênero designado ao nascer com o sentimento interno (subjetivo de gênero). Em outras palavras, uma pessoa cis é aquela que politicamente é vista como “alinhada” dentro de seu corpo e de seu gênero. 

Confira a seguir os infográficos, mas antes, lembre-se que iFox não se limita e nem quer que as pessoas fiquem presas à rótulos. Ou seja, a pesquisa tem apenas o intuito de analisar, discutir e informar quais são as classificações adotadas no século 21.


Todos os dados foram coletados no dia 10 de dezembro, logo, hoje, dia 14 de dezembro, a pesquisa de iFox somou 3,336 mil comentários. Obrigado ifoxers!
Spoiler Alert, em breve, a dúvida da semana em #iFoxResponde, fique ligada(o)!


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