#Satolep
A
importância da Parada do Orgulho LGBT+ de Pelotas
Reunindo centenas de pessoas em Pelotas, a parada é
evidenciada não somente como um momento de celebração
Por: iFox/Micael Machado (micaelaraujomachado@gmail.com)
Por: iFox/Micael Machado (micaelaraujomachado@gmail.com)
Apesar de
contra-argumentos como “é um carnaval fora de época”, “uma putaria” ou “um
afronte à família tradicional brasileira”, a 15° Parada da Diversidade de Pelotas, ocupou a avenida Bento
Gonçalves, no último domingo, dia 3 de novembro, a partir das 15h. Apresentado
por Abigail Foster, Ostara London e Glória Cristal, o evento
contou com uma série de atrações e a tradicional caminhada do orgulho LGBTQ+.
Aliás, a ideia do evento vai além de uma celebração em que todos saem
para as ruas, sem “máscaras” ou “esconderijos”, pintando Pelotas com todas as cores. É o momento em que lésbicas, gays,
bissexuais, travestis, mulheres e homens trans, se unem
em um encontro. Evidenciando que não há siglas que contemplem um movimento ou a própria diversidade.
“A parada
é principalmente um momento de luta por políticas públicas para a comunidade
LGBT+”, disse Abigail Foster, umas das apresentadoras do evento, ressaltando que o
momento não é somente de celebração. Ou seja, é mais um dia para “botar a cara
no sol”, refletir, se informar e entender mais a fundo o contexto histórico de
todas as lutas fundamentadas lá atrás para que nos dias atuais, a comunidade
LGBT+ saia nas ruas com glitter no rosto, bradando o orgulho de ser quem é,
buscando tolerância e equidade.

Quem esteve presente no evento foi Márcia
Monks Jaekel do Núcleo de Gênero e
Diversidade Sexual da Universidade Federal de Pelotas – NUGEEN. Destaque por ser o primeiro núcleo de gênero e diversidade
sexual, no Brasil, diretamente ligado à reitoria.
O núcleo
não somente acolhe e apoia mas também evidencia o combate à violência
contra a população LGBT+, expressa em diversas nuances, através de mecanismos
de controle em que há a anulação das inúmeras expressões sexuais e de gênero. Se
opondo ao fundamentalismo e demonstrando a importância de um Estado laico, ligando um alerta para os retrocessos a respeito da diversidade.
A 15° Parada da Diversidade de Pelotas convida a sociedade para um diálogo acerca do
diferente, indo além de frases como “ser diferente é normal”, assegurando a
defesa e é claro, a promoção dos direitos LGBTQ+. A presença da coordenadora
estadual da Diversidade Sexual, Adriana
Souza, trouxe à tona uma realidade: a não existência de ideologia de
gênero.
Como
diretora e, sendo a primeira diretora trans do Estado, Adriana Souza através de seu discurso ressaltou a necessidade de
trabalhar nos espaços acadêmicos as questões que envolvem o ser humano,
edificando políticas de tolerância e respeito. Visto que o Brasil é o país em que mais mata
LGBTs do mundo, mobilizações como as realizadas no domingo, são válidas e
necessárias.
#LoveWins: Barbie
mostra apoio ao casamento LGBT+ e gera muitas especulações na web. Veja em: https://goo.gl/NHhsPo

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