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#iGirlPower

PARTE I
Em terras de egoísmo, quem tem coração é rainha
As iGirlsPower de dezembro provam que para quem quer, há tempo para se engajar em causas sociais
Por: iFox/Micael Machado (micaelaraujomachado@gmail.com)
“Ser voluntário é doar sem esperar nada em troca e é isso que nós fazemos: não doamos somente bens ou alimentos, doamos nós mesmos para os outros e só quem faz de coração sabe bem como é”, disse Stéphanie Assis, 23 anos, estudante de Pedagogia e uma das “iGirlsPower” do mês de dezembro.

Sabe-se que homens e mulheres se diferenciam em todos os âmbitos e justamente essas diferenças, fomentam uma eterna competição. No século 21, é visto uma nova geração de mulheres bem-sucedidas onde elas são o que quiserem ser.

As palavras do ano de 2017 ou até do século 21, sem dúvida alguma são o “empoderamento” e o “engajamento”. Ainda mais diante de um cenário em que as mulheres são filhas, esposas, noras, mães, estudantes, profissionais com desejos, sonhos e vontades que muitas vezes são suprimidas pelo seu contexto social.

Em relação ao engajamento, as mulheres se destacam, embora que o trabalho voluntário seja realizado por ambos os sexos. Pesquisas realizadas pela ONG Rio Voluntário (clique aqui para ler), por exemplo, entrevistou 1.179 voluntários sendo que 76% eram mulheres com a maioria estabelecida na faixa de 25 e 24 anos.

Para Stéphanie, a fagulha para se engajar e desencadear um efeito dominó de boas ações, ocorreu no início da faculdade em que via muitos ingressantes chegando de todos os estados e passando por dificuldades. A ideia foi prestar auxílio aos recém-chegados seja na matrícula como na procura de moradia e afins.

Ajudar sempre esteve presente em sua vida apesar de dizer que faz pouco. No momento a campanha que a jovem estudante está engajada é a campanha “Papai Noel Universitário” (clique aqui para saber mais). Conciliar o trabalho em dois empregos e a vida de estudante não é fácil, contudo, apesar de se sentir limitada, não abre mão de se envolver em campanhas como do dia das crianças e do natal.
A partir da curiosidade de saber se existem grupos que se envolvem em campanhas humanitárias, Stéphanie conheceu um grupo que realizam “pequenas ações” que são responsáveis por muitos olhares e sorrisos de gratidão.

“Uma das maiores dificuldades de realizar uma campanha é motivar as pessoas, pois uma campanha não se faz sozinha, apesar de a ideia surgir de alguém”, disse a Stéphanie, quando perguntada sobre as dificuldades encontradas na realização de campanhas que ainda completou “além de pessoas para ajudar, é crucial que as pessoas se sensibilizem com a causa”.

Dentre tantas outras dificuldades, uma das mais evidenciadas é referente à burocracia na doação, citando algumas vezes tentar doar brinquedos e não conseguir esperando por horas os responsáveis pelas instituições que nunca estão nas instituições ou estão ocupados. Outra questão é o engajamento das pessoas, Stéphanie cita que quando está na organização de uma festa, no Facebook, os eventos em poucas horas contam com inúmeros confirmados e pessoas interessadas enquanto que um evento solidário em que só é necessário chamar um dos organizadores e doar um brinquedo, há pouca procura.

“Se cada um fizesse sua parte, não haveria alguma parte sobrecarregada”, disse Stéphanie citando a frase de um amigo também voluntário. Querer ser voluntário vai além das questões referentes a sexo, gênero e sexualidade, basta apenas querer apesar dos discursos edificados ao longo dos anos que dizem o que é e o que não é de mulher.

Ser voluntário de uma causa no século 21 é uma ação dificultosa porque as pessoas estão presas à ambição de sempre querer mais e mais e esquecer do próximo. As desculpas são inúmeras como “não tenho tempo”, “acabou meu dinheiro” ou “tenho que guardar dinheiro”.

Apesar da falta de incentivo e visibilidade, iFox destaca a fala da entrevistada “eu tenho dois empregos, o sexto semestre de minha faculdade para concluir”. Isso demonstra que para fazer o bem, é necessário pouco e em relação ao tempo, não necessita de muito.

Stéphanie finaliza dizendo que irá continuar sendo voluntária e isso não a faz uma super-heroína ou uma pessoa boazinha “não quero ser um exemplo de ser humano e só estou participando de campanhas humanitárias pois enxergo a necessidade do mundo de ter pessoas que se preocupem mais com as outras e sejam engajadas independente de alguém ou instituição”

Veja a PARTE II: https://goo.gl/gCChHJ

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